Se os fins justificam os meios,
Os meios são só metade do caminho,
A outra metade é humana vontade
Já que o ladrão se faz é da oportunidade
Que da necessidade
Só se extravia o apetite
O alimento só tem gosto quando a fome beira o limite
À beira do copo se limita o meio vazio
E à borda do abismo
se limita a meia dose de conhaque
Ah, se um dia…
Mas se o dia o quê?
É a desilusão que move a caneta









